Tatiana Barbosa Ferrari - Terapeuta Ocupacional

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Novas evidências na eficácia da Integração Sensorial no Autismo

Pesquisadores do Instituto  Farber de Neurociências da Filadélfia publicaram um estudo (vide referência ao final do post) sobre a eficácia da Integração Sensorial (IS) no Autismo. O estudo comprova que as crianças que receberam a Terapia de Integração Sensorial tiveram desempenho melhor nos aspectos avaliados do que aquelas que não que fizeram a terapia.
integración-sensorial

Esta notícia é muito boa para terapeutas e familiares que se valem da intervenção com IS para autistas. Este é um trabalho  novo que fortalece a evidência da importância da intervenção de integração sensorial em crianças com Transtornos do Espectro Autista. Apesar da prática diária já dizer há alguns anos a validade deste tipo de terapia, é essencial usar dos rígidos métodos científicos para comprová-la. Assim, a ciência funciona e existe ainda mais crédito para as intervenções. Viva a IS! =)
Sabemos que uma das deficiências presentes no Autismo está ligada ao transtorno de processamento sensorial, e este aspecto inclui: distúrbios da audição (crianças que não suportam determinados sons), tátil ( Não permitir toque ou abraço, ou não suportar roupas ou sapatos), visual (visão focal ou má coordenação visuomotora), de “paladar” (distúrbios de alimentação) ou contato oral, de cheiros (Hiper ou Hipo sensibilidade a certos cheiros), e em suma, a tudo relacionado com os sentidos. Obviamente, nem todas as crianças apresentam os sintomas com a mesma intensidade, mas deve-se ficar atento aos pequenos e grandes sinais de disfunção. Esta condição está presente entre 45 e 96% das crianças com Autismo. Por isso, é importante os cuidados com o sistema sensorial estarem devidamente integrados nos cuidados e planos de intervenção precoce, como em combinação com outras terapias.
Este estudo randomizado avaliou uma intervenção para déficits sensoriais em 32 crianças com Autismo entre as idades de 4 e 8 anos. O resultado foi que as crianças que receberam a Terapia de Integração Sensorial melhoraram mais do que as crianças que não fizeram, em aspectos como as necessidades individuais e comportamentos funcionais. Houve um aumento em habilidades e também na modulação de aspectos como a capacidade de conceber, planejar e organizar ações motoras destinadas a um alvo.
Apesar do que os autores referem, é importante replicar o estudo e aumentar a amostra para aumentar a força dos resultados (Bora produzir, pessoal!!!). Os distúrbios sensoriais afetam negativamente a qualidade de vida das pessoas e reduzem o impacto dessa doença, e até mesmo melhoram o trabalho de outros terapeutas que trabalham com a criança; sem falar na qualidade de vida dos pais, é claro!
O ser humano é um ser sensível, ignorar este princípio e não tratar adequadamente os sentidos sensoriais é ignorar as ferramentas que nos ajudam no básico e fundamental
Artigo: Roseann C. Schaaf et al – An Intervention for Sensory Difficulties in Children with Autism: A Randomized Trial -Journal of Autism and Developmental Disorders 201310.1007/s10803-013-1983-8

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Características do Transtorno de Processamento Sensorial

Transtorno do processamento sensorial (SPD), anteriormente chamado de distúrbio de integração sensorial (SID diz respeito a estímulos sensoriais


Tratamento para SPD geralmente se concentra em ambiente sensorial rico para a criança, incluindo textura, movimento e sensação profunda.
 Questões tátil  

Uma criança com SPD tem uma hipersensibilidade ao toque, reage com desconforto ou dor em relação a determinadas texturas de roupas,toalhas ou cobertor . Ele pode resistir a comer ou tocar certas texturas de alimentos.OU uma criança com menos sensibilidade ao toque pode machucar ou apertar a si mesmo, pode preferir alimentos excessivamente quentes ou condimentados ou tocar bastante em certas texturas.

Questões de vestibular

Transtorno do processamento sensorial vestibular causa dificuldade com as mudanças gravitacionais, movimento, equilíbrio e  posição no espaço. Uma criança com SPD pode ser nervoso em brinquedos suspensos balanços, escorregador, cama elástica ou esbarrar em brinquedos e mobiliário, caminha com cautela em situações aparentemente normais.OU uma criança com SPD pode saltitar, pular, correr não parece nunca ficar tonto,desajeitada e descoordenadas,  pouco habilidade motricidade fina e luta para aprender jogos ou atividades que envolvem movimentos específicos ou esportes.
Questões Oral

Uma criança com aversão a ir ao dentista,  luta com a deglutição determinados alimentos texturizados ou pastosos ou come muito agitado podem sofrer de transtorno de processamento sensorial.OU ele pode mastigar em excesso a comida, mastiga a camisa ou do cabelo ou coloca os objetos em sua boca.(fase oral ocorre até uma ano e meio)


Questões auditivos

Crianças com SPD pode queixa de sons. Ruídos do cotidiano, como um cachorro latindo, liquidificador, encerradeira, batedeira  podem provocar medo e ansiedade. Por outro lado, algumas crianças SPD podem não responder a barulhos altos ou ser incapaz de determinar onde um som se origina.
Fonte: Joannah Melo

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

10 dicas para ajudar no processamento sensorial em crianças com seletividade e recusa alimentar

                                                                               Ana Elizabeth Prado

Crefito 3/1670 TO


1-"Alimente o corpo" .
-valorize a experimentação do corpo todo integrado aos sentidos vestibular, proprioceptivo, visual e auditivo de maneira criteriosa. Isto faz parte do programa da terapia de integração sensorial e deve ser orientado para a família seguir a "dieta sensorial" necessária para cada criança.


-ofereça todo dia brincadeiras sensoriais que convidem a criança a explorar seu corpo e o ambiente de várias maneiras para conhecer e ampliar seu repertório sensorial.

2-"Mexa com as mãos". Um caminho para chegar a boca
 Favoreça momentos lúdicos prazerosos de exploração tátil com diversos materiais, comestíveis ou não. 
- massinha, argila, tinta. Papéis e tecidos com texturas diferentes que podem estar no ambiente e revestindo objetos que a criança usa no cotidiano



- farinhas, grãos, sementes, gelatina, mingaus coloridos, frutas.  Mexer em alimentos secos e molhados, sólidos e pastosos, podendo fazer "melecas", de acordo com as possibilidades da criança. Mas tenha por perto um pano se ela quiser se limpar a qualquer momento.




- faça brincadeiras de transformação junto com a criança: uma farinha que vira mingau. Uma aveia que vira um biscoito.
- brinque de achar brinquedos dentro de uma caixa com grãos. Use meias para brincar para fazer fantoches.


- brinque de faz de conta simulando alimentar bonecos, fazendo comidinhas sensoriais.

3-"Alimente os olhos".
-Muitas crianças com dificuldade na sensibilidade tátil começam a explorar os alimentos pelos olhos. Podendo ser uma forma de acomodação ao estímulo tátil.


-crie bons hábitos alimentares com a família que a criança possa ver o modelo das outras pessoas.

-mostre a preparação dos alimentos. De qual fruta se faz o suco?



-faça combinações divertidas dos alimentos para deixar a refeição convidativa. Para alguns pode ser interessante os alimentos de cores contrastantes. Pesquise e experimente.


4- "Respeite o tempo"
-sempre comece pelo que a criança gosta e consegue suportar. Se no começo ela só conseguir olhar e não tocar, respeite.
-ou se for preciso deixe comer os alimentos separados e em quantidade menor.
-para alguns é necessário um tempo maior e um certo modo para conseguir processar as informações.
-valorize sempre os mínimos progressos. Eles podem aumentar!

5- "Prepare a boca"
-antes das refeições, se for possível, estimule brincadeiras orais com cantigas e expressões faciais diferentes


-ofereça bolinhas de sabão, apitos ou outros brinquedos de sopro
-se a criança permitir faça toques com pressão na região oral
-use vibradores orais em contexto de brincadeira.

6- " Prepare para as mudanças"
-coloque algum elemento novo naquela brincadeira conhecida, de acordo com o nível e faixa etária da criança. Quanto mais ela aprender a se adaptar às diferenças mais terá recursos internos para amadurecer a auto-regulação.

7- " Prepare o ambiente"
-a partir do perfil sensorial da criança faça as acomodações necessárias ao ambiente para evitar momentos de desorganização.
-apresente cartelas visuais preparando a sequência da rotina. Elas ajudam a muitas crianças a preverem o que vai acontecer e acomodar uma possível ansiedade.
-deixe o ambiente tranquilo. Preste atenção ao que a criança não gosta além da comida. Por exemplo, para crianças que se incomodam com barulho alto não ligue o liquidificador no momento da refeição.

8- " Ritualize"
-deixe sempre definido a hora, duração e local da refeição. Que seja de preferência sentado à mesa, com os pés apoiados. Evite ligar a TV ou aparelho eletrônico.
-coloque regras claras. Principalmente quanto ao item de qualidade alimentar. Procure não oferecer líquido antes da refeição e nem guloseimas substituindo a refeição para não interferir no apetite.

9- "Valorize a independência "
-incentive a participação ativa da criança mesmo que por um momento seja possível só em curtos períodos. Tente favorecer a imagem e sensação do movimento de alimentar-se sozinha, fazendo junto com ela e organizando a ação.



10- " Prepare-se".
Não é fácil para algumas famílias. Busque em você uma atitude de auto conhecimento e aceitação do que for possível. Ao mesmo tempo alimente o vigor para continuar os desafios. Reserve um tempo para cuidar de você também.
Lembre-se: cada momento lúdico e de prazer é um passo para a autonomia, para qualquer um, no nível que puder ser!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Perfil Sensorial




Existem inúmeros relatos de clínicos, pais e pessoas com autismo que referem a manifestação de comportamentos atípicos por parte das crianças autistas quando contactam com estímulos visuais, sons, cheiros ou texturas aparentemente inócuos, seja uma atenção invulgarmente intensa a determinadas sensações, ou uma ansiedade desconcertante que despoleta uma birra, como um alheamento completo ao que as rodeia. Estudos realizados concluíram que as crianças com autismo costumam funcionar em limiares neurológicos extremos, ou seja, são hipo e/ou hiper-reactivas aos estímulos.

Sendo assim, as crianças com autismo podem ser agudamente sensíveis a sons (ex. tapar os ouvidos ao ouvir um cão latir ou o barulho de um aspirador de pó). Outras podem parecer ausentes perante ruídos fortes ou pessoas que as chamam, mas ficam fascinadas pelo som de um papel a ser amarrotado. Luzes brilhantes podem causar stress, ainda que algumas crianças sejam fascinadas pela estimulação luminosa (ex. mover um objecto para a frente e para trás em frente dos seus olhos). Muitas crianças são fascinadas por certos estímulos sensoriais, tais como objectos que giram, enquanto algumas têm prazer com sensações vestibulares, como rodopiar, realizando esta acção sem, aparentemente, ficarem tontas.

Estas reações extremas ao estímulos sensoriais estão intimamente relacionadas com os limiares neurológicos  (também chamados de limiares de estimulação, pois determina a quantidade de informação sensitiva necessária para que o sistema nervoso do indivíduo detecte e processe o estímulo) e podem ser uma forma das crianças se auto-regularem.

Com base nos seus estudos sobre o modo como as pessoas processam a variedade de sensações a que estão continuamente expostas, Winnie Dunn construiu um modelo explicativo do processamento sensorial que descreve a interacção entre a neurociência e o comportamento das pessoas. Além de podermos compreender melhor as desordens sensoriais das crianças com autismo, este modelo também fornece directrizes para a intervenção de acordo com os padrões sensoriais dominantes na pessoa. O autismo está associado a um padrão sensorial de Procura e de Hipersensibilidade. Vejamos:

Quando os limiares de uma criança são mais elevados do que o normal, o sistema nervoso exige estímulos sensorias mais intensos para provocar uma reação - hiporrsponsividade. Isto pode explicar o fato de que muitas crianças com autismo não sentirem dor quando se ferem ou gostarem de serem pressionadas em algumas áreas do corpo, pois sentem a necessidade de se auto-estimularem.
Por outro lado, quando os limiares são mais baixos do que o normal, a criança precisa de menos input sensorial para registar a resposta – hiper-reactividade. Sendo assim, muitas crianças com autismo não toleram o toque (defesa táctil) ou ficam fascinadas com o “tique-taque” de um relógio de pulso, pois são muito sensíveis a estímulos tácteis e auditivos.

Frequentemente, as crianças com autismo oscilam entre a procura de sensações e a hipersensibilidade às mesmas.

Através do questionário para pais Sensory Profile os técnicos podem tirar conclusões sobre o padrão de processamento sensorial da criança, e com base nesse conhecimento criar estratégias que respondam às necessidades sensoriais da criança e evitem os comportamentos disruptivos, o que promove a aprendizagem e uma melhor percepção do que se passa em seu redor.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

DEFENSIVIDADE SENSORIAL e DORMÊNCIA SENSORIAL – UMA QUESTÃO DE MODULAÇÃO



Como recebemos constantemente informações sobre o mundo através dos sentidos, eles precisam desenvolver a capacidade de filtrar o que é mais importante para o momento e para as atividades que estão acontecendo. Assim, na escola existe uma infinidade de informação sensorial chegando concomitantemente. É preciso que o sistema nervoso central da criança tenha a habilidade de filtrar o que não é necessário para o momento e ignorar. Assim por exemplo, enquanto escrevo, meu vizinho se mexe, sinto o cheiro do shampoo que ele usou de manhã, escuto a voz da professora, sou tocada de leve por alguém que vai apontar o lápis . Ao mesmo tempo tenho de manter minha postura para conseguir escrever , preciso avaliar a força que devo fazer para segurar o lápis e preciso evitar derrubar tudo que está sobre a carteira.


Todas essas informações são secundárias ao momento mas estão presentes. Quando se tem um sistema sensorial bem integrado, ele é capaz de colocar em primeiro plano apenas as informações que preciso para aquela atividade fazendo com que o resto seja colocado em segundo plano ou seja executado automaticamente. Se houver um fator novo que afete uma dessas informações que são secundárias , minha atenção se volta para esse fator ; caso contrário, continuam em segundo plano. Isso é o que nos permite manter o estado de alerta necessário para aprender.


Para a criança que tem um distúrbio na modulação sensorial esses filtros são deficitários e muitos dos automatismos não se formam. Ela é levada a responder a toda informação sensorial que chega sem conseguir que se formem automatismos necessários por exemplo para manutenção da postura ou para saber intuitivamente quanta força usar para manusear objetos. Essa criança dificilmente está no estado de alerta ideal para aprender. Quando consegue atingir esse estado, isso exige um esforço muito grande e requer um auto-controle fora do comum. Muitas vezes ela passa a manhã na escola tentando manter esse estado de alerta; quando chega em casa, desmorona, briga com todo mundo, parece uma criança diferente.

Alguns sintomas de defensividade sensorial são:

• Responder a todos os sons ambientais, mesmo aqueles que ninguém mais parece perceber;
• Cobrir os ouvidos quando ouve sons que a desagradam;
• Assustar com frequência excessiva;
• Comentar ou ser incomodada por cheiros que ninguém mais parece perceber;
• Ser incomodada por luz ou claridade excessiva
• Ficar fascinada por perfumes ou cheiros que a agradam
• Evita tocar certas texturas ou se recusa a vestir certas roupas

Os sentidos estão muito ”acesos”, sempre presentes; parece não haver filtro e tudo chega com a mesma intensidade. Evidentemente é difícil para essa criança ficar quieta e trabalhar como os demais. Por exemplo, se o colega lá atrás derruba um lápis, ela precisa olhar. Se alguém trouxe um lanche com banana, ela precisa comentar. Tem necessidade de tocar a roupinha do colega para saber que textura tem. Acaba dando uma impressão de hiperatividade e tem terrível dificuldade em se concentrar.


Um outro aspecto que se encontra às vezes é uma dormência sensorial. A criança responde a menos à informação trazida pelos sentidos. É o exato oposto do caso anterior: Características dessa criança são:

• Às vezes tem dificuldade em saber quando está saciada; tende a comer mais que o esperado para a idade;
• Gosta de todos os tipos de comida
• Ignora sons ambientais incomodativos
• Não reage quando se fala com ela, muitas vezes havendo suspeita de deficiência auditiva
• Não reage a cheiros desagradáveis, tais como as próprias fezes
• Toca tudo que encontra; anda passando a mão pela parede
• Aperta as outras crianças, animais, gosta de morder ou ser mordida
• Consciência de dor diminuida; por exemplo, desde pequena não chora ao cair ou ao tomar uma injeção
• Demora muito a conseguir um controle esfincteriano adequado

Tanto os sintomas descritos para dormência sensorial como para defensividade sensorial não são uma lista completa – são apenas exemplos. Ambos os problemas são uma questão de modulação. Integração sensorial não é uma questão de ter ou não ter. É um contínuo em que o ideal é estar na linha média – nem muito à direita nem muito à esquerda.

Dormência sensorial______Boa Integração Sensorial______ Defensividade sensorial
Esses problemas podem ser bastante diminuidos com a ajuda de uma terapia com uma abordagem de integração sensorial.

Fonte: www.toi.med.br/http://topediatrica.blogspot.com

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Dicas de Acomodações Sensoriais

Algumas dicas de Patrícia Piacentinni:


  • Se seu filho anda muito depressa, coloque uma mochila com um peso que não o prejudique, mas que faça ele sentir o peso. Ajuda a acomodar o sistema proprioceptivo;
  • Se seu filho não consegue perceber o limite de água a colocar no copo, tente um copo colorido, ele pode ter dificuldade em perceber o que é água e o que é vidro. No copo colorido ele vê a água;
  • Se seu filho anda nas pontas dos pés, um calçado pesado e que fazem a curvatura do pé, podem ativar os propriocepvios plantares ajudando na consciência corporal e adequando a postura;
  • Se se filho não para sentado para comer ou fazer alguma atividade, alguns pesinhos de porta como aquela cobrinhas no colo dele, podem acalmar e organizar;
  • Escovas elétricas ajudam na escovação;
  • Para dormir, luz apagada, uma coberta pesada por cima dele e cds com músicas suaves ou uma pequena fonte ajuda a acalmar. Já ondas eletromagnéticas de Tvs, computadores e também tic-tac de relógios, pode ficar de fora nesse momento;
  • Abajur com luz azul pode ajudar se seu filho não gosta de escuro e luzes normais podem incomodar;
  • Trocar as lâmpadas fluorescentes, podem agradar seu filho;
  • Se você mapear o ambiente da criança, você pode ajudá-la a se acalmar e se organizar, como por exemplo no banho utilizar um tapetinho de borracha para ele ficar em cima, na hora de se enxugar, um tapetinho bem felpudo, somente alguns exemplos.
  • Realizar brincadeiras com lanternas no escuro, estimula o sistema visual e vestibular,
  • Brincar com feijão, espuma de barbear, na areia, na grama, estimula o estímulo tátil;
  • Brincar com Walk-Talkie, estimula o auditivo;
  • Fazer brincadeiras de circuitos, obstáculos para ele passar, almofadas, estimula o proprioceptivo, vestibular e coordenação motora,
  • Explorar brincadeiras em parques é um ótimo estimulo vestibular!





sábado, 27 de agosto de 2011

A Terapia de Integração Sensorial: Aspectos Práticos



1. A aprendizagem depende da habilidade do indivíduo receber informações sensoriais do meio ambiente e dos movimentos de seu corpo, de processar e integrar essas informações no SNC e usá-las para planejar e organizar o comportamento.

2. Quando o indivíduo tem déficits no processamento e integração de informação provenientes do corpo e do ambiente, isso pode interferir na aprendizagem motora e também de conceitos.

3. Ao se dar oportunidade para obtenção de informação sensorial mais rica, dentro de um contexto de atividades significativas, promovemos o planejamento e organização de respostas adaptativas, que vão melhorar a habilidade do SNC de processar e integrar informação sensorial e, através desse processo, aumentar aprendizagem conceitual e motora.

Princípios Básicos da Terapia de Integração Sensorial

1. Participação ativa: nunca se força a criança a fazer uma atividade. A participação tem de ser espontânea.

2. Dirigida pela criança. A verdadeira arte da terapia está em conseguir atingir os objetivos sem impor atividades ou estruturar demais a sessão de terapia.

3. Tratamento individualizado. As necessidades específicas de cada criança têm de ser tomadas em consideração e revistas constantemente.

4. Atividade com objetivo: a sessão de IS nunca é composta de exercícios para se aprender uma habilidade; as atividades acontecem dentro de um contexto.

5. Necessidade de resposta adaptativa: Bundy fala no “desafio na medida certa” (Just right).

6. O estimulo varia de acordo com a resposta da criança; deve haver uma constante reorganização do plano da sessão em função da necessidade da criança naquele momento.

7. Foco no ambiente, pensar em maneiras de “alimentar” os sistemas nervoso e emocional da criança via organização do ambiente. Motivar e dar liberdade para explorar.

8. Atividade ricas em estímulos proprioceptivos e vestibular: esses dois componentes são considerados fundamentais para caracterizar tratamento com base em IS.

9. A terapia tem o objetivo implícito ou declarado de melhorar processamento e organização das sensações (não ensinar uma habilidade específica).

10. A observação é seu melhor guia – observar atentamente a criança, suas atividades preferidas e padrão de resposta a certos estímulos ou situações.

11. Lembrar: a terapia só faz sentido quando os sinais de disfunção de integração sensorial tem impacto no desempenho funcional diário da criança. O plano de tratamento e relatório evolutivo devem sempre refletir ganhos funcionais que se espera obter com terapia.

12. Apesar da ênfase na intervenção direta, não se deve desconsiderar os efeitos da intervenção indireta e consultoria com pais e professores, que vão expandir os efeitos da trabalho realizado individualmente com a criança ( = nova forma de “ver” a criança).

13. Esse tipo de tratamento só deve ser administrado por terapeuta com treinamento adicional na área.

O que guia a sessão de terapia é o postulado que “podemos facilitar o desempenho do SNC (e consequentemente as bases da aprendizagem motora ou acadêmica) dando ao cliente oportunidades para receber informação sensorial enriquecida no contexto da participação ativa.”
Koomar e Bundy, descrevem de maneira perfeita o que é o trabalho do terapeuta:

“ Quando o cliente entra na sala de terapia, precisamos estar preparados de uma variedade de maneiras ao mesmo tempo. Imediatamente entramos em um “diálogo” com o cliente durante o qual ouvimos, observamos e comunicamos. Aprendemos sobre a prontidão do cliente para começar a sessão e o estado de seu SNC. Estabelecemos uma interação “lúdica” em que tecemos a confiança do cliente através de sinais que asseguram que não se exigirá mais do que ele pode dar. Colaboramos com o cliente para criar atividades que tocam sua motivação interna para explorar e dominar e que promovem auto-direção e crescimento. Habilmente ajustamos as atividades de modo que promovem o desafio “Just right” e facilitamos o fluir de uma atividade para outra conforme a sessão progride. Esta é a arte da terapia, que depende em grande parte de nossa experiência clínica e treinamento, nossa habilidade de observação e comunicação, além de intuição. Também criamos uma sequência de atividades que a) refletem logicamente a teoria de integração sensorial, b) as necessidades do cliente e c) facilitam a aquisição dos objetivos. Esta é a ciência da terapia. Deriva-se de nossa compreensão da teoria de integração sensorial e nosso conhecimento de como a teoria se aplica a esse cliente em particular.”
Fonte: Lívia Magalhães e Heloíza Goodrich (apostila)

domingo, 19 de junho de 2011

INTEGRAÇÃO SENSORIAL E DISTÚRBIOS ESCOLARES





À aproximadamente 40 anos, A Jean Ayres, terapeuta ocupacional, americana empenhou-se em tentar descobrir as razões que fazem com que a criança não consiga aprender como as outras e os problemas que isso acarreta.


Focalizou seu trabalho em distúrbios de aprendizagem, perceptivos e de comportamento, deu início a um longo processo que continua até hoje.


Muitas crianças têm problemas de aprendizagem e comportamento devido a um distúrbio de funcionamento cerebral conhecida como DISFUNÇÃO CEREBRAL MÍNIMA (DCM). Estas crianças geralmente parecem normais e algumas se situam na faixa média ou até superior nos testes de inteligência.


Estas crianças não conseguem integrar os estímulos sensoriais à nível encefálico como as crianças normais e podem gerar problemas de comportamento, de aprendizado, de linguagem, no brincar, habilidade de entender e relacionar-se com outras pessoas.


É mais comum em meninos do que em meninas. As causas da DCM podem ser: infecções, traumas, problemas durante a gravidez, fatores genéticos, experiências precoces na vida da criança, traumas emocionais, disfunção auditiva e disfunção visual.

As crianças com DCM podem ser erroneamente classificadas como preguiçosas, mimadas, desatenta, etc e futuramente sofrem insucesso na aprendizagem ou no relacionamento com outras pessoas


A Integração Sensorial pode ser compreendida como a capacidade de organizar informações sensoriais do próprio corpo e do ambiente de forma a ser possível o uso eficiente do corpo no ambiente.


Desenvolvimento da Integração Sensorial de 0 a 7 anos



0 a 2 anos


Aprende através de estímulos sensoriais, adapta comportamento reflexo à ação com objetivo, brincar exploratório, atinge a homeostase exploratória, auto-regulação de alerta e atenção.


Nesta fase é importante o contato físico, abraços apertados,músicas,massagem principalmente na planta dos pés, balança, gira-gira, guerra de travesseiros.


2 a 4 anos


Integração dos lados do corpo, cruzamento da linha média, desenvolvimento das reações de equilíbrio, desenvolvimento de esquema corporal, planejamento motor grosso, imitação no brincar.


Nesta fase é importante jogos direcionados a desenvolver a habilidade entre as duas partes do corpo (jogar bola para pegar com a mão direita ora com a esquerda e ora com as duas o mesmo se repete para com os pés e outras partes do corpo), sentar a criança sobre o skate e desliza-la, coloca-la em balanças de cavalo, brincar na rede, brincadeiras em frente ao espelho para imitar, andar em cima de pneus, pular com os dois pés dentro e fora do pneu e depois dificultar par pular com um pé de cada vez, etc.

5 a 7 anos


Melhora da habilidade de discriminação sensorial e de planejamento motor fino, estabelece a lateralização e o brincar passa a ser social.


Aqui a criança já é capaz de pular corda, andar de patins, skate, bicicleta, jogos com bola passam a ter maior habilidade, jogos com raquete, etc


Assim a criança que pula fases ou não as vivenciam de maneira positiva podem vir a apresentar distúrbios de aprendizagem futuramente.


Não existe uma regra. Pode ser que haja crianças que passem sem apresentar distúrbios mas há a chance de uma criança que não tenha vivenciado estas fases e apresentem alguma dificuldade na escola ser decorrente de uma disfunção de integração sensorial.


Existem testes específicos que devem ser aplicados por um profissional habilitado e a criança apresenta melhoras rápidas e importantes ao ser submetida ao tratamento de integração sensorial.


Ao perceber sintomas procure uma terapeuta ocupacional especializadas em distúrbios infantil.

Terapia ocupacional - infantil

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A importância das brincadeiras sensoriais

PARA CRIANÇAS DE TODAS AS IDADES :

Através dos nossos sistemas sensoriais percebemos o nosso corpo e todo o ambiente à nossa volta. Aprendemos a usar a visão, a audição, o paladar, o tato, o olfato, as sensações proprioceptivas (dão informações sobre o que os músculos estão fazendo, e como eles devem se movimentar) e vestibulares ( dão informações sobre o equilíbrio, postura, controle do estado de alerta, atenção e regulação emocional) para realizarmos nossas tarefas e atividades de vida diária.

As experiências e vivências sensoriais são “alimento” para o cérebro, que tem a função de “organizar as sensações do próprio corpo e do mundo, de forma a ser possível o uso eficiente do corpo no ambiente” (AYRES, 1972).

Por serem de fundamental importância, as experiências e vivências sensoriais devem fazer parte da rotina infantil e podem acontecer nos mais diversos ambientes: casa, escola, parques, clubes, etc.



Aí vão alguns exemplos de brincadeiras sensoriais :

Táteis: brincar com areia, água, terra, grama, argila, massinha,, brinquedos de consistências e texturas diferentes.

Visuais: brinquedos coloridos e com contrastes (ex: preto, branco; amarelo / preto).

Auditivos: brincar com instrumentos musicais, ouvir músicas de diferentes estilos, cantar.

Olfativos / gustativos: cheirar, provar e preparar alimentos com consistências e sabores variados ( líquido, pastoso ,sólido e doce, salgado, amargo ).

Proprioceptivos: brincadeiras que envolvem o uso de força ( puxar, carregar, amassar, lavar, esfregar ) . Ex de brincadeiras: cabo de guerra, carrinho de mão.

Vestibulares: brinquedos e atividades relacionadas com movimento: rodar, balançar, pular, correr. Os brinquedos de parque são uma boa oportunidade para vivenciar estes estímulos. 

Estas e tantas outras brincadeiras sensoriais são base para os pensamentos e atos mais complexos que emergem através do brincar cotidiano, tornando-se fundamentais para o desenvolvimento infantil.
Estas e tantas outras brincadeiras sensoriais são base para os pensamentos e atos mais complexos que emergem através do brincar cotidiano, tornando-se fundamentais para o desenvolvimento infantil.



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Defensividade Sensorial




Defensividade sensorial é simplesmente a super ativação de nossos sentidos protetores. É uma má percepção que faz com que nossas roupas pareçam aranhas em nossa pele e escadas pareçam rochedos. Indivíduos com defensividade sensorial podem ser descritos como às vezes procurando, às vezes evitando, algumas vezes hiperativos , emotivos, instáveis emocionalmente e/ou procurando sensorialmente. Cada indivíduo tem seu próprio estilo de resposta. Pode haver defensividade para um tipo de sensação (ex. sensibilidade ao toque é defensividade tátil) ou a muitos tipos de sensações.

Quando defensividade sensorial domina o comportamento de um indivíduo, outros sintomas sociais/emocionais podem aparecer. Esses efeitos secundários tornam-se um outro problema que é separado mas relacionado. Hábitos e medos aprendidos podem persistir se não tratados separadamente.

Defensividade Sensorial A tendência a reagir negativamente ou com alarme a entrada sensorial que geralmente é considerada inofensiva ou não irritante é típica de defensividade sensorial. Sintomas comuns podem incluir hipersensibilidade a luz ou toque inesperado, movimento súbito ou hiperreação a superfícies instáveis, sons de alta frequência, excessos de barulho ou estímulos visuais e certos cheiros.

Comportamentos Emocionais e Sociais Relacionados

Defensividade sensorial resulta em gráus variáveis de estresse e ansiedade, embora sintomas possam variar de indivíduo para indivíduo. A criança com defensividade sensorial pode perceber erroneamente o mundo como perigoso, alarmante ou, no mínimo, irritante.

Defensividade Tátil

Pessoas com defensividade tátil preferem tocar que ser tocados. Frequentemente fazem manha ou resistem para lavar o cabelo. Podem agir como se sua vida estivesse sendo ameaçada quando são banhados ou trocam suas roupas. Essas crianças frequentemente se irritam com alguns tipos de roupas, etiquetas ou roupas novas. Podem não gostar de ficar próximos a outros e evitar multidões. Frequentemente não gostam de que suas mãos ou pés fiquem sujos. Podem parecer desnecessariamente grosseiros. Algumas crianças gostam de cair sobre coisas de propósito, como se procurando sensação ou parecem responder menos a certas sensações de dor.

Defensividade Oral

Algumas crianças não gostam ou evitam certas texturas ou tipos de comida. Podem ser hiper ou hipo sensíveis a comidas condimentadas ou quentes; evitam por objetos na boca; e/ou tem horror de escovar os dentes ou lavar o rosto. Alguns têm uma variedade de problemas de alimentação desde a infância.

Insegurança Gravitacional

Parece ser um medo irracional de mudança de posição ou movimento. Essas crianças geralmente têm medo quando seus pés deixam o chão, ou a cabeça é virada para baixo.

Defensividade Visual

Isto pode envolver uma hiper sensibilidade à luz e distraibilidade visual. Crianças com este problema podem evitar brincar fora , dependendo da luz e/ou precisar de óculos escuros para bloquear a luz. Podem assustar-se mais facilmente e/ou evitar contato olho a olho.

Defensividade Auditiva

Reflete uma hiper sensibilidade a certos sons e pode envolver respostas irritadas ou de medo a certos sons tal como aspirador de pó, motores, alarme de incêndio, etc. Crianças às vezes fazem uma quantidade exagerada de sons para bloquear outros sons.

Outros

Outros sintomas podem incluir sensibilidade pouco comum a gostos e/ou cheiros.

Abordagens de Tratamento

-Tratamento guiado por terapeuta ocupacional especialista em Integração Sensorial
-Programa de atividades planejadas e programadas,chamado de dieta sensorial.


Fonte:http://www.portalsaudebrasil.
com

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Autismo e Integração Sensorial


Podemos dizer que percebemos o mundo através do sistema sensorial. Que todas as informações que recebemos chegam até o nosso cérebro após entrarem pelo nossos órgãos sensoriais. Nosso mundo é sensorial e e o fato de receber, interpretar e responder aos estímulos sensoriais é chamado de integração sensorial.

 Todos experiências sensoriais (ver, ouvir, sentir, tocar, cheirar, movimentar e saborear um alimento) em alguns momentos da sua vida podem ser desagradáveis ou uma distração .As distrações sensoriais que podem tornar a vida tolerável por um tempo o que incluem :o barulho das unhas arranhando um quadro-negro, etiquetas ou tecidos ásperos das roupas, luzes brilhantes, ou alimentos muito frios e pastosos. Cada pessoa tem sua própria lista individualidade de sensações particularmente intolerável. Não há duas listas de pessoas idênticas. Por exemplo, algumas pessoas têm dificuldade para dormir com a televisão ligada ao fundo, enquanto as outras pessoas acham que os ruídos TV ajuda dormir mais rápido. Uma pessoa pode assustar com o som (liquidificador,enceradeira ou secador de cabelo), enquanto outro pode até não perceber o som. Algumas pessoas gostam de um toque muito leve em sua pele, enquanto outros sentem cócegas e não podem tolerar ser tocada.(não gosta de abraçar ou beijar).

Extremas questões sensoriais são muito comuns no autismo. Algumas crianças autistas não conseguem tolerar os sons ou abraços, enquanto a outra é indiferente aos sons e abraços. Uma criança autista pode ter uma reação explosiva e exagerada a barulhos altos, enquanto a outra não reage a todos. As crianças autistas com problemas sensoriais têm dificuldade em filtrar a entrada sensorial. Seu sistema nervoso apresenta dificuldade no processamento sensorial (interpretar e organizar as informações sensorias vindas do seu próprio corpo ou do ambiente)

Atividades de Integração Sensorial para crianças autistas ajuda a melhorar o procesamento sensorial principalmente modulação sensorial uma auto-regulação dos estimulos como uma diminuição ou ampliando a intensidade das várias formas que as crianças recebem. A maioria das atividades de Integração Sensorial trabalha com os estimulos sensoriais como vestibular, proprioceptivo e tátil. O objetivo principal da Integração Sensorial é a organização e estrutação do comportamento da criança autista diante os estimulos sensoriais vindo do seu próprio corpo e do ambiente externo.

Parte da razão pela qual as atividades de integração sensorial são tão agradável e motivador para as crianças autistas é porque eles estão intimamente ligados à escolha da criança de comportamentos de auto-estimulação.Por exemplo, eles podem balançar em um balanço, ao invés de balançando para frente e para trás em sua cadeira. Eles podem abraçar uma almofada ou bicho de pelúcia, em vez de se esconder debaixo almofadas do sofá.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Integração Sensorial

Entrevista com Terapeuta Ocupacional falando sobre a terapia da integração sensorial com crianças com autismo